Objetivo: Apresentar o projeto, a construção e o controlo de um sistema de pêndulo invertido (estilo Segway) como uma plataforma didática para cursos de Engenharia de Controlo e Automação. Contexto Académico: O trabalho propõe o uso de protótipos de baixo custo para colmatar a lacuna entre a teoria matemática complexa e a aplicação prática em ambiente de laboratório. Desenvolvimento Técnico: Detalha a integração de hardware e software, incluindo o uso de microcontroladores (como Arduino), sensores (acelerómetros e giroscópios) e atuadores (motores DC). Controlo e Algoritmos: Explora a implementação de algoritmos de controlo, como o PID (Proporcional-Integral-Derivativo), essenciais para manter o equilíbrio e a estabilidade do sistema dinâmico. Conclusão: O artigo demonstra que a construção de sistemas físicos reais aumenta significativamente a motivação dos alunos e consolida a compreensão de conceitos de sistemas lineares e realimentação.
O documento estabelece que o pêndulo invertido é um dos problemas clássicos e mais desafiantes da teoria de controlo. Trata-se de um sistema inerentemente instável (tende a cair) e não linear, servindo como a base para tecnologias como foguetes em fase de descolagem, segways e robôs humanoides.
Aprenderá a integrar os componentes físicos necessários para criar um sistema de automação mecânica funcional:
Microcontrolador (Cérebro): Utilização de plataformas como Arduino ou similares para processar os dados em tempo real.
Sensores (Equilíbrio): Uso de IMUs (Unidade de Medição Inercial) que combinam acelerómetros e giroscópios para medir o ângulo de inclinação.
Atuadores (Movimento): Motores DC que movem as rodas para compensar a queda e manter a verticalidade.
A visão geral técnica foca na implementação do algoritmo PID (Proporcional-Integral-Derivativo). O artigo ensina como cada parâmetro afeta o comportamento:
Proporcional (P): Corrige o erro atual (o quanto o pêndulo está inclinado).
Integral (I): Corrige erros acumulados no tempo.
Derivativo (D): Antecipa a tendência de queda para suavizar o movimento.
Antes da construção física, o documento aborda a importância da simulação:
Equações de Movimento: Tradução das leis da física em modelos matemáticos.
Simulink/MATLAB: Uso de ferramentas de software para testar a estabilidade do sistema num ambiente virtual, evitando danos no protótipo real durante os testes iniciais.
Uma das principais lições do artigo é a redução do "abismo" entre as aulas teóricas de cálculo e a aplicação prática. Aprenderá que a construção de um protótipo real força o aluno a lidar com problemas que a teoria muitas vezes ignora, como:
Ruído nos sensores.
Atrito mecânico.
Limitações de binário dos motores.
O trabalho conclui que é possível atingir altos níveis de excelência académica utilizando componentes eletrónicos de baixo custo. A visão geral destaca que este tipo de projeto prepara o futuro engenheiro para resolver problemas complexos de estabilidade e automação de forma criativa e experimental.
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