Objetivo: Investigar como a combinação de automação inteligente e metodologias ágeis pode otimizar a gestão de projetos de inovação complexos. Contexto: O estudo foca-se no projeto mobilizador PRR PRODUTECH R3, inserido no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal, que visa a reindustrialização do setor de tecnologias de produção. Metodologia: Utiliza uma abordagem mista, combinando uma análise quantitativa (escala de Likert) e qualitativa (entrevistas abertas) para captar indicadores de eficiência operacional, comunicação e tomada de decisão. Conclusão: O trabalho demonstra que a integração de ferramentas tecnológicas avançadas (como IA e automação) com práticas ágeis (como Scrum ou Kanban) permite um melhor alinhamento com os stakeholders e aumenta a produtividade global das equipas de inovação.
Este relatório de estágio, realizado na Universidade do Porto, explora a intersecção entre a gestão de projetos moderna e as tecnologias de ponta, focando-se em como organizações podem gerir a inovação em ambientes de alta complexidade.
Aqui está uma visão geral estruturada do trabalho:
O estudo está inserido no PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) de Portugal, especificamente no projeto "PRODUTECH R3 — Agenda Mobilizadora da Fileira das Tecnologias de Produção". O objetivo deste projeto é transformar a indústria portuguesa, tornando-a mais resiliente, digital e ecológica.
O trabalho investiga dois pilares que, quando combinados, potenciam o sucesso de projetos de inovação:
Automação Inteligente (IA e Tecnologias Digitais): Utilizada para reduzir tarefas repetitivas, processar grandes volumes de dados e apoiar a tomada de decisão rápida.
Metodologias Ágeis (Scrum, Kanban): Frameworks de gestão que permitem ciclos de entrega curtos, feedback constante e adaptação rápida a mudanças, algo essencial em projetos onde o resultado final não é totalmente previsível no início.
O autor utilizou um método de investigação mista para validar as suas hipóteses:
Fase Quantitativa: Inquéritos com escala de Likert para medir a perceção de eficiência, comunicação e produtividade entre os envolvidos no projeto.
Fase Qualitativa: Entrevistas abertas com gestores e técnicos para aprofundar os desafios reais da implementação, como a resistência à mudança e barreiras culturais.
A visão geral do texto destaca que projetos de inovação (como os de reindustrialização 4.0) são inerentemente "complexos" devido ao grande número de parceiros (universidades, empresas, centros tecnológicos). O relatório demonstra que:
A automação ajuda a manter todos os stakeholders alinhados com dados em tempo real.
A agilidade garante que o projeto não fique "preso" a planos rígidos que podem tornar-se obsoletos rapidamente.
O estudo conclui que a adoção destas práticas resultou em:
Melhoria na Tomada de Decisão: Dados automatizados permitem decisões baseadas em factos e não apenas em intuição.
Aumento da Produtividade: Equipas libertas de tarefas burocráticas focam-se na resolução de problemas complexos.
Alinhamento de Expectativas: Melhor comunicação entre o que os investidores esperam e o que a equipa técnica entrega.
O relatório reforça que a transição digital da indústria não é apenas uma questão de comprar máquinas novas, mas de mudar a forma como os projetos de desenvolvimento dessas tecnologias são geridos. A "Automação Inteligente" deve servir a "Agilidade Organizacional" para garantir que Portugal e as suas empresas sejam competitivos no palco global.
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