Objetivo: Discutir a necessidade de modernizar os currículos de engenharia para atender à crescente procura por profissionais especializados em Controlo de Processos e Automação Industrial. Proposta Central: Apresenta a criação e a estrutura curricular de um curso de graduação específico nesta área na UFSC, definindo as competências necessárias para o novo perfil de engenheiro. Abordagem: O texto detalha as disciplinas fundamentais (Matemática, Física, Computação) e as áreas de especialização, como Robótica, Redes Industriais, Sistemas Especialistas e Instrumentação de Precisão. Conclusão: Defende uma formação interdisciplinar que combine conhecimentos de Engenharia Elétrica, Mecânica e Informática para que o profissional possa atuar na modernização do parque industrial brasileiro.
O texto argumenta que a indústria moderna exige um profissional que não é apenas um "eletricista" ou um "mecânico", mas sim um híbrido. Os autores identificam que os cursos de engenharia tradicionais (Elétrica, Mecânica, Computação) já não conseguiam, isoladamente, formar especialistas capazes de lidar com a integração total de uma fábrica automatizada.
O artigo define o Engenheiro de Controlo e Automação como o profissional capaz de projetar, implementar e gerir sistemas complexos que envolvem:
Sensores e Atuadores: O "corpo" da máquina.
Controlo Digital: O "cérebro" que toma decisões.
Redes e Informática: O "sistema nervoso" que comunica os dados.
A visão geral do curso proposto na UFSC divide-se em grandes blocos de conhecimento:
Ciências Básicas: Matemática avançada, Física e Química.
Núcleo Tecnológico: Eletricidade, Eletrónica, Mecânica dos Sólidos e Termodinâmica.
Núcleo de Especialização:
Controlo: Teoria de controlo digital e sistemas especialistas.
Informática Industrial: Redes locais, sistemas operativos em tempo real e CAD/CAM.
Processos de Manufatura: Robótica, máquinas CNC e sistemas CIM (Computer Integrated Manufacturing).
Um ponto central da visão geral é a importância do Laboratório de Controlo e Microinformática (LCMI). O artigo destaca que a formação não pode ser apenas teórica; os alunos precisam de trabalhar em projetos reais de instrumentação de precisão, sistemas robotizados e bases de dados para usinagem.
Os autores concluem que a criação deste curso não é apenas uma necessidade acadêmica, mas uma estratégia de soberania industrial para o Brasil. Ao formar recursos humanos qualificados, a universidade permite que as empresas nacionais deixem de ser apenas compradoras de tecnologia estrangeira e passem a desenvolver as suas próprias soluções de automação.
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